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Rejeição 237 · Regra E03-10

Rejeição 237: CPF do destinatário inválido na NF-e ou NFC-e

Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.

O significado da rejeição 237

A Rejeição 237 corresponde à E03-10 na autorização de NF-e e NFC-e. Se o destinatário foi identificado por CPF, a regra rejeita CPF com zeros, conteúdo nulo, sequências repetidas descritas no manual ou dígito de controle inválido. O campo examinado é NFe/infNFe/dest/CPF. Um CPF que aparece no cadastro de transportador ou no emitente não é o alvo desta rejeição.

MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação 7.0 Leiaute da NF-e e protocolo PL_010f_v1.04 / leiauteNFe_v4.00.xsd

O que conferir antes de corrigir o cadastro

Compare o documento apresentado pelo comprador, o CPF salvo no cadastro, o dado enviado pela integração e o conteúdo efetivo de dest/CPF. O leiaute prevê 11 algarismos; zeros à esquerda fazem parte do conteúdo e precisam ser preservados. Uma planilha ou conversão numérica pode eliminar esses zeros. Máscara de tela e valor do XML são camadas diferentes: confira se pontuação, espaços ou outros caracteres foram serializados, sem supor que o dado mostrado ao usuário é exatamente o que foi enviado. Erros de formato podem ser detectados pelo XSD antes da validação fiscal; a E03-10 também verifica a consistência do identificador.

MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação 7.0 Leiaute da NF-e e protocolo PL_010f_v1.04 / leiauteNFe_v4.00.xsd

Dígito correto não comprova titularidade

O dígito de controle detecta inconsistências na formação do número; ele não demonstra que o CPF pertence ao comprador, que o cadastro está regular ou que a operação está autorizada. Não calcule novos dígitos para substituir os de um documento sem confirmar o original: um número matematicamente aceitável pode identificar outra pessoa. Esta rejeição também não é a validação do CNPJ, tratada pela E02-10, código 208. Trocar a alternativa CPF por CNPJ ou idEstrangeiro somente para superar a mensagem altera a identificação e exige que corresponda ao participante real.

MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação 7.0 Leiaute da NF-e e protocolo PL_010f_v1.04 / leiauteNFe_v4.00.xsd

Exemplos de erro no dado e erro no emissor

Imagine que o cadastro preserve o CPF comprovado com 11 posições, mas a integração o converta em número e perca o primeiro zero. A evidência é a divergência entre cadastro e XML; corrija a transformação, preservando o identificador como texto. Em outro cenário, cadastro e XML coincidem, mas um algarismo foi digitado incorretamente em relação ao documento original. Corrija o cadastro a partir desse original, sem tentar combinações até obter um dígito válido. Se não houver documento ou confirmação suficiente, a informação faltante é o CPF real do destinatário, e não um algoritmo que produza qualquer CPF aceito.

MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação 7.0 Leiaute da NF-e e protocolo PL_010f_v1.04 / leiauteNFe_v4.00.xsd

Depois da conferência

Preserve o retorno da mesma tentativa e registre onde ocorreu a divergência. A correção deve entrar na origem cadastral ou na transformação responsável, seguida de nova geração regular e validação local. Não edite XML assinado, não exponha CPF em chamados públicos e não repita envio cujo resultado anterior seja incerto. O fim da 237 permite continuar as demais verificações; a autorização só fica demonstrada pelo resultado fiscal associado ao documento e ambiente corretos.

MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação 7.0 Leiaute da NF-e e protocolo PL_010f_v1.04 / leiauteNFe_v4.00.xsd

Limite dos exemplos e da conferência

Um CPF sintético aceito matematicamente seria um identificador operacional fabricado. O diagnóstico compara o original protegido com cadastro e XML e desenvolve as causas sem exibir números. Nenhum exemplo desta página é um documento pronto para transmissão.