Pular para o conteúdo
Fiscal ProBiblioteca
Rejeição 253 · Regra B23-10

Rejeição 253: dígito verificador da chave composta inválido

Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.

A Rejeição 253, regra B23-10, indica que a chave de acesso composta com os campos da própria NF-e ou NFC-e tem dígito verificador inválido. A regra é obrigatória para modelos 55 e 65. Ela não trata apenas de uma chave digitada em um campo de referência: o diagnóstico exige recompor a identidade da nota a partir do XML e comparar o resultado com cDV e o identificador usado. MOC 7.0, Anexo I, p. 77.

Quais partes formam a chave da nota?

A chave tem 44 posições: código da UF (2), ano e mês da emissão (4), CNPJ/CPF do emitente representado em 14 posições, modelo (2), série (3), número da nota (9), tipo de emissão (1), código numérico cNF (8) e dígito verificador cDV (1). A soma é 2+4+14+2+3+9+1+8+1=44. Para conferir o DV, usam-se as primeiras 43 posições, sem incluir o próprio dígito.

Compare essas parcelas aos campos reais de ide e emit. Verifique preenchimento à esquerda onde o leiaute define tamanho fixo. O ano/mês vem da emissão; número, série e tipo de emissão não podem vir de outra tentativa. Confira também infNFe/@Id, que identifica a nota com o prefixo NFe seguido da chave. Um cDV calculado antes de uma alteração em tpEmis ou nNF pode ficar desatualizado. MOC 7.0, Visão Geral, p. 19-20.

Como conferir o módulo 11 e o CNPJ alfanumérico?

Na sequência sem DV, aplique pesos 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, repetidos da direita para a esquerda. Some os produtos e obtenha o resto da divisão por 11. Se o resto for 0 ou 1, o DV é 0; nos demais casos, é 11 menos o resto. Não some os dígitos internos dos produtos como se fosse o algoritmo de controle municipal.

O contexto atual admite letras nas primeiras 12 posições do CNPJ dentro da chave. A NT Conjunta 2025.001 define a conversão de cada caractere pelo código ASCII menos 48: números mantêm seus valores, A vale 17, B vale 18, e assim sucessivamente. O exemplo oficial do Anexo II percorre as 43 posições sem DV e aplica os pesos a cada valor convertido, preservando a posição do caractere; não concatena “17” como dois novos caracteres para representar A. NT Conjunta 2025.001, p. 8 e Anexo II.

A NT 2026.004 v1.01 trata da adequação dos schemas NF-e/NFC-e a CNPJ e chave alfanuméricos, com produção do schema indicada em 01/07/2026. A NT Conjunta registra seu cronograma conjunto em 06/07/2026. São registros de documentos distintos; a conferência do ambiente efetivo continua necessária, e a validação no XSD sozinha não demonstra aceitação fiscal. NT 2026.004 v1.01, p. 3-4.

Exemplos de cálculo e de dado alterado depois do DV

Exemplo aritmético sintético, sem construir uma chave utilizável: suponha que a soma ponderada das 43 posições seja 644. Como 644=11×58+6, o resto é 6 e o DV é 11−6=5. Se a soma fosse 660, o resto seria 0 e o DV seria 0; não se grava 11. Esses totais demonstram o algoritmo, sem identificar documento real.

Em outro cenário, o gerador calcula cDV, depois altera o tipo de emissão e mantém o dígito anterior. A chave recomposta pode divergir. A causa comprovada está na ordem de geração: os campos definitivos precisam ser usados para montar a identidade e calcular o DV antes da assinatura. Corrigir somente o último caractere de uma chave recebida de terceiros ocultaria a origem e não comprovaria autenticidade.

Como diferenciar DV da nota, referência e código de barras?

A 253/B23-10 verifica a chave composta da nota sendo autorizada. A 547/BA02-10, no MOC, trata DV de chave referenciada. O código de barras do DANFE possui ainda seu próprio mecanismo de controle de simbologia; não se confunde com cDV. Uma rotina que valida barras não substitui a recomposição fiscal da chave.

Reúna XML original, parcelas da chave, resultado do cálculo e retorno da mesma tentativa. Corrija o gerador ou o dado de origem comprovadamente divergente, sem inventar CNPJ, série, número ou tipo. Não edite XML autorizado e não substitua a chave de documento alheio. Tentativa com resultado incerto exige consulta antes de reenvio; um DV correto prova apenas consistência matemática, não autorização ou legitimidade do documento.

Os exemplos são cenários sintéticos de diagnóstico. Os valores são apresentados em texto para comparação; não constituem um XML fiscal pronto para transmitir. A conferência operacional exige o XML original e o retorno da mesma tentativa.