Rejeição 273: município do emitente diverge da UF
Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.
A Rejeição 273 da C10-20 indica que as duas primeiras posições do código de município do emitente diferem do código da UF do emitente. A validação obrigatória se aplica à NF-e e à NFC-e, modelos 55 e 65, na autorização.
Quais campos precisam representar o mesmo endereço?
Compare /NFe/infNFe/emit/enderEmit/cMun com a UF verdadeira do emitente representada em emit/enderEmit/UF. O prefixo de duas posições do código IBGE identifica o código numérico da UF; a sigla deve ser convertida pela correspondência oficial, não comparada literalmente a algarismos.
Por exemplo, 35 representa São Paulo e 41 representa Paraná. O código completo deve identificar o município correto, além de concordar com a UF. Substituir só o prefixo criaria outro código, possivelmente inexistente.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, Manual de Orientação ao Contribuinte - MOC - versão 7.0 - NF-e e NFC-e, IBGE — API oficial de municípios, Leiaute da NF-e e protocolo
Existência do município e coerência com UF são testes distintos
Um código pode existir na tabela do IBGE e pertencer a outro estado. Isso separa a 273 da 272, que verifica inexistência do código municipal. Também difere da 247, que relaciona a UF do emitente com a UF do serviço autorizador.
O nome da cidade em xMun não corrige automaticamente cMun. Compare sempre os valores do XML enviado com o cadastro de endereço, pois uma tela pode exibir a sigla de um registro e exportar o código de outro.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, IBGE — API oficial de municípios
Exemplos de endereço cruzado
Cenário sintético A: o emitente está cadastrado no Paraná, mas a integração copia um código municipal que começa com 35. Há divergência entre município e UF; é necessário recuperar o código da cidade verdadeira, não trocar PR por SP.
Cenário B: ao copiar um documento, o sistema conserva o município de uma filial e atualiza apenas a UF de outra. O XML combina partes de dois endereços. A conferência deve chegar à origem desse preenchimento cruzado e preservar o estabelecimento que efetivamente emite a nota.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, IBGE — API oficial de municípios, Manual de Orientação ao Contribuinte - MOC - versão 7.0 - NF-e e NFC-e
Como corrigir sem mascarar o endereço?
Confirme o endereço oficial do emitente, obtenha o código municipal correspondente e ajuste a origem ou mapeamento divergentes. Regere o documento e confira o conjunto município, nome e UF, incluindo a seleção da empresa ativa.
Não altere a UF real para combinar com um código encontrado por tentativa e não use o endereço do destinatário. Preserve a nota autorizada e esclareça qualquer transmissão incerta antes de continuar. Uma validação de formato ou de prefixo aprovada não comprova toda a situação cadastral da empresa.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, Manual de Orientação ao Contribuinte - MOC - versão 7.0 - NF-e e NFC-e