Rejeição 342: dígito da chave na exportação indireta inválido
Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.
A Rejeição 342, regra I54-10, indica dígito verificador inválido na chave informada em det/prod/detExport/exportInd/chNFe da NF-e modelo 55. O MOC classifica a regra como facultativa. O identificador precisa ser comparado à chave do documento original relacionado à exportação indireta; não basta que tenha 44 posições.
O que a chave identifica nesse contexto
O leiaute descreve chNFe como a NF-e recebida com fim específico de exportação. Para CFOP 3.503, a observação se refere à NF-e que efetivou a exportação. O papel do documento deve ser confirmado na operação; esta regra não escolhe CFOP nem autoriza selecionar qualquer chave matematicamente válida.
A NT 2026.004 atualiza chNFe para suportar a composição alfanumérica associada ao CNPJ. Preserve a chave como texto, incluindo zeros e caracteres oficiais. Converter toda a chave em número, remover letras ou completar uma chave alterada com outro DV pode produzir identificador que não corresponde ao original.
Como o dígito é conferido no algoritmo documentado
O Anexo II da NT Conjunta 2025.001 calcula o DV sobre os primeiros 43 caracteres. Cada caractere é convertido pelo seu código ASCII menos 48. A partir do caractere mais à direita dessa base, aplique pesos 2 a 9, voltando a 2 após 9, e some os produtos. Calcule 11 menos o resto da soma por 11; se o resultado for 10 ou 11, o DV é 0. Compare o resultado com o 44º caractere da chave.
Exemplo sintético somente da etapa final: se uma soma ponderada hipotética tiver resto 3 na divisão por 11, o DV calculado será 8. Se o resto for 0 ou 1, o resultado final será 0. Isso demonstra a lógica sem construir uma chave ou afirmar que ela pertence a qualquer documento. Não confunda esse único DV da chave com os dois dígitos do CNPJ.
Quando o DV confere e a referência continua errada
Um dígito correto não comprova modelo 55, inexistência de duplicidade, vínculo ao item, existência na referência geral ou autorização da nota original. As regras 343, 344 e 345 tratam outras comparações. Se a base foi digitada errada, recalcular o DV torna a string coerente matematicamente e ainda pode identificar documento inexistente ou diferente.
Cenário sintético: o original possui chave correta, mas a integração altera um caractere antes de gerar chNFe. A correção é restaurar a informação confirmada e impedir a transformação. Outro cenário: o arquivo usa a chave de outro documento com DV válido; não é a mesma causa da 342 e exige rever o vínculo documental.
Conferência segura da correção
A chave original é o objeto da validação e não deve ser fabricada; o exemplo usa apenas soma e resto hipotéticos. Preserve retorno e XML, localize o item e compare a string a partir do original autorizado e seus dados de identificação. Se o software falha apenas com caracteres alfanuméricos, confira versão de schema e algoritmo compatível com a NT Conjunta.
Corrija a origem comprovada, regenere pelo emissor e confira integridade, DV e vínculo. Não edite chave em XML assinado ou autorizado nem invente outro documento para ultrapassar a regra. Antes de qualquer nova transmissão, esclareça o resultado de tentativa anterior incerta.
Fontes oficiais
- MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação — 7.0: p.95, I54-10; p.20, chNFe.
- NT 2026.004 CNPJ alfanumérico — 1.01: p.7, Grupo I03, exportInd/chNFe alfanumérica; p.3, cronograma.
- NT Conjunta 2025.001 — 1.00: p.15, Anexo II cálculo do DV da chave de 43 caracteres, ASCII-48, pesos 2–9, módulo 11.
- Leiaute da NF-e e protocolo — PL_010f_v1.04 / leiauteNFe_v4.00.xsd: exportInd/chNFe,44 posições.