Rejeição 680: CT-e referenciado duas vezes na mesma NF-e
Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.
A Rejeição 680 da BA19-44 indica repetição da mesma chave de CT-e em refCTe dentro da NF-e modelo 55. A regra facultativa atua no conteúdo das referências da nota em autorização; não significa, por si só, que a NF-e foi transmitida duas vezes.
O que conta como duplicidade de refCTe?
Compare os valores de todas as ocorrências de /NFe/infNFe/ide/NFref/refCTe na mesma NF-e. A condição é a mesma chave aparecer mais de uma vez. Uma referência aparecer na tela e outra no arquivo de origem pode resultar em duas inserções na geração, mesmo que o usuário tenha cadastrado apenas um vínculo.
Documentos diferentes podem compartilhar partes da chave, como emitente ou mês. A comparação de um prefixo, do número isolado ou do nome da transportadora não demonstra duplicidade da chave completa.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, Leiaute da NF-e e protocolo
Quando a própria referência é vedada?
A BA01-10 da NT 2026.002 v1.11 veda NFref em NFC-e e em NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 (tpImp=6). Portanto, o alcance modelo 55 da BA19-44 não libera indiscriminadamente refCTe nesse tipo de impressão. A regra de referência precisa ser lida junto com a condição do documento atual.
Antes de corrigir um componente da chave, confira modelo e tipo de impressão verdadeiros. Não altere esses indicadores nem apague um vínculo documental necessário apenas para evitar uma rejeição. Confirme o procedimento cabível quando o contexto da emissão estiver em dúvida; o calendário documental não comprova implantação individual do autorizador.
Fontes: NT 2026.002 — DANFE Tipo 2 e autorização com alertas, MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação
Exemplo de agrupamento que repete a referência
Suponha que dois itens da NF-e estejam associados ao mesmo CT-e. O integrador percorre os itens e adiciona a chave em NFref a cada passagem. O resultado é uma nota com duas ocorrências idênticas de refCTe, embora exista um único documento de transporte.
O diagnóstico compara quantidade de vínculos na origem e ocorrências no XML. A correção técnica é representar a referência documental sem repetição quando os dois vínculos apontam para o mesmo CT-e, preservando a rastreabilidade dos itens no sistema.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, Leiaute da NF-e e protocolo
Como distinguir duas chaves legítimas
Em um segundo cenário, dois CT-e distintos têm o mesmo emitente e números próximos. Se suas chaves completas diferem, a semelhança não satisfaz a BA19-44. Não remova um documento verdadeiro apenas porque os transportes estão associados à mesma operação.
Se nOcor vier no retorno, use-o para localizar a repetição e compare-a com as ocorrências anteriores. Preserve a lista original antes de ajustar a deduplicação; cortar a lista inteira pode apagar referências necessárias.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação
Como corrigir e verificar a lista final
Identifique se a repetição nasceu no cadastro, na importação ou no laço que gera NFref. Corrija somente a redundância comprovada e regenere a NF-e pelo emissor. Não altere um dígito de uma das chaves para torná-las diferentes.
Confira que cada CT-e real pretendido continua representado e que o XML não repete a chave. Duplicidade de referência não substitui a consulta da situação da própria NF-e: esclareça tentativas incertas antes de retransmitir e preserve documentos já autorizados.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, Manual de Orientação ao Contribuinte - MOC - versão 7.0 - NF-e e NFC-e