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Rejeição 707 · Regra B11a-10

Rejeição 707: destino interestadual ou exterior não permitido

Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.

A Rejeição 707, regra B11a-10, aponta uma operação interestadual ou com o exterior nos documentos sujeitos à restrição. A regra atual abrange NFC-e 65 e NF-e 55 com DANFE Simplificado Tipo 2 (tpImp=6), quando idDest é diferente de 1. O indicador 1 representa operação interna; 2, interestadual; 3, exterior. NT 2026.002 v1.11, p. 3 e 8.

Que dados sustentam o diagnóstico de destino?

Leia mod, tpImp e idDest no grupo ide do XML enviado. Compare idDest com os dados reais de emitente, destinatário, local de entrega/retirada e documentação da operação. Essa comparação permite localizar uma inconsistência, mas não dispensa a definição fiscal da natureza da operação.

Não use apenas a UF de uma tela ou do cadastro principal para concluir que tudo é interno. Um erro de mapeamento ou uma informação logística específica pode exigir análise. Não altere UF, endereço, CFOP ou idDest só para eliminar a 707; os campos devem continuar representando os fatos.

Destino interno é o mesmo que consumidor final?

Não. idDest identifica o local de destino da operação; indFinal identifica a destinação a consumidor final. A 716 usa indFinal. Uma operação pode estar tecnicamente marcada como interna e não destinada a consumidor final, ou ter destinação final e ser interestadual. Uma condição não comprova a outra.

O tipo de operação tpNF e a finalidade finNFe também são dimensões separadas, verificadas por 706 e 715 nesse conjunto de documentos. A ausência da 707 não atesta a regularidade de toda a identificação.

Exemplos: XML incoerente e operação realmente interestadual

Exemplo sintético: os documentos confirmam operação interna, mas uma conversão do integrador produz idDest=2. A divergência demonstrada deve ser corrigida na origem do indicador e validada contra os demais campos, sem mudar os documentos reais.

Em outro exemplo, a operação efetivamente é interestadual e o documento usa mod=55/tpImp=6. A extensão atual da B11a-10 explica a rejeição também no modelo 55 com esse formato. Trocar idDest para 1 ou alterar a UF do destinatário encobriria o fato real. A representação documental precisa ser definida com a área responsável, levando os dados completos da operação.

Qual versão e conferência final considerar?

A NT 2026.002 ampliou a B11a-10, originalmente restrita à NFC-e, para a NF-e com tpImp=6. O cronograma da alteração registra homologação 01/07/2026 e produção 03/08/2026. O adiamento para 14/12/2026 de três outras regras não retira esse alcance. NT 2026.002 v1.11, p. 3 e 8.

Depois de corrigir uma causa comprovada, compare o XML final com os registros da operação, confira a combinação modelo/formato/destino e reconcilie tentativas de resultado incerto antes de novo envio. Autorização exige resposta fiscal conclusiva da mesma nota; XSD válido e HTTP 200 não substituem essa evidência.

Os exemplos são cenários sintéticos de diagnóstico. Os valores são apresentados em texto para comparação; não constituem um XML fiscal pronto para transmitir. A conferência operacional exige o XML original e o retorno da mesma tentativa.