Rejeição 775: NF-e enviada ao serviço de NFC-e
Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.
A Rejeição 775, regra B06-40 da autorização, é a resposta prevista quando uma NF-e chega ao serviço reservado à NFC-e em uma SEFAZ que separa os ambientes por modelo. O serviço de NFC-e espera modelo 65, enquanto a NF-e tem modelo 55. A aplicação é facultativa e está condicionada à organização dos serviços pela SEFAZ. MOC 7.0, Anexo I, p. 75.
Como demonstrar que a NF-e chegou ao lugar errado?
Reúna o XML enviado, o retorno e o endpoint efetivamente usado na mesma tentativa. Em infNFe/ide/mod, 55 é NF-e e 65 é NFC-e. Compare esse valor ao modelo atendido pelo Web Service acessado. Um certificado aceito, uma conexão TLS estabelecida ou uma resposta HTTP bem-sucedida não demonstram que o endpoint atende àquela espécie de documento.
Verifique a UF e o autorizador competente, além de tpAmb: produção e homologação têm contextos próprios. A configuração de um caixa que emite NFC-e não deve ser reaproveitada por um fluxo de NF-e sem considerar essas diferenças. MOC 7.0, Anexo I, p. 75.
O DANFE Simplificado Tipo 2 muda o modelo para 65?
Não. A NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2 continua sendo modelo 55; o campo tpImp=6 identifica seu formato de documento auxiliar. A NT 2026.002 passou a prever esse formato e condições próprias de emissão, mas não transforma a NF-e em NFC-e. Usar a configuração de comunicação da NFC-e apenas porque a impressão se parece com a de um comprovante pode levar ao roteamento incorreto. NT 2026.002 v1.11, p. 3 e 8.
O formato de impressão também não resolve divergência de ambiente. A 252 compara tpAmb com o ambiente do serviço; a 775 compara a espécie recebida com o serviço de NFC-e. A 450 é a operação inversa, NFC-e enviada ao serviço de NF-e.
Exemplos: integração comum e DANFE Tipo 2
No primeiro exemplo sintético, uma NF-e mod=55 usa por herança a URL de NFC-e do módulo de caixa. O retorno 775 aponta a incompatibilidade. O ajuste técnico é corrigir a seleção do serviço para aquela NF-e, mantendo os dados verdadeiros e confirmando o estado das tentativas anteriores.
No segundo, uma NF-e mod=55 e tpImp=6 é encaminhada como se fosse modelo 65. O formato Tipo 2 não justifica essa escolha. A conferência deve manter mod=55 e examinar separadamente se as condições do Tipo 2 foram satisfeitas. Escolher o modelo e o formato aplicáveis à operação não é uma decisão que a rejeição, isoladamente, possa tomar.
Quais dados encaminhar à equipe da integração?
Forneça, em canal autorizado, modelo, tpImp, tpAmb, UF, endpoint, data da tentativa e retorno completo. Relacione a evidência à mesma nota e empresa. Uma reprodução técnica deve provar qual regra de configuração selecionou o serviço de NFC-e para um XML 55.
Depois da correção, confira o endereço e o envelope gerado antes de qualquer transmissão. Se o resultado remoto anterior é incerto, faça a consulta da tentativa original e só prossiga quando o estado permitir. Aprovação em XSD ou ausência da 775 significa apenas superação dessa verificação; autorização exige retorno fiscal conclusivo da nota.
Os exemplos são cenários sintéticos de diagnóstico. Os valores são apresentados em texto para comparação; não constituem um XML fiscal pronto para transmitir. A conferência operacional exige o XML original e o retorno da mesma tentativa.