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Rejeição 882 · Regra I03-20

Rejeição 882: prefixo GS1 inválido em cEAN

Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.

A rejeição 882, regra I03-20, aponta prefixo GS1 inválido no GTIN comercial informado em cEAN da NF-e ou NFC-e. A conferência usa as faixas e orientações da Tabela Prefixo GS1 publicada no Portal Nacional. Um dígito verificador correto não garante prefixo válido. NT 2021.003, página 11

O prefixo é sempre formado pelos três primeiros algarismos?

Não se deve aplicar essa simplificação a todos os tamanhos. A tabela oficial orienta normalizar o GTIN em 14 posições, completando à esquerda com zeros não significativos para a análise. Se as primeiras seis posições forem zeros, o caso é tratado como GTIN-8 e o prefixo ocupa as posições 7 a 9. Nos demais casos, o prefixo ocupa as posições 2 a 4. O leiaute admite GTIN com 8, 12, 13 ou 14 algarismos. A normalização de comparação não autoriza alterar a identificação real da embalagem. Tabela oficial, aba “Valida GTIN”

Como fazer a comparação com a tabela?

Identifique o prefixo pela posição correta e procure uma faixa em que ele esteja entre o início e o fim, inclusive. Na aba “Prefixo GS1”, as colunas fxPrefixIni e fxPrefixFim delimitam essas faixas; indEsp identifica faixas especiais para fins ilustrativos. A tabela inclui prefixos de outros países e faixas especiais. Não considere todo GTIN que não começa em 789 ou 790 inválido. Esses dois prefixos aparecem na faixa GS1 Brasil, mas a regra I03-20 consulta a tabela completa. Tabela Prefixo GS1

Exemplo: um GTIN-14 foi analisado na posição errada

Cenário sintético: a integração lê os três primeiros algarismos de um GTIN-14 como prefixo. A primeira posição desse formato identifica um agrupamento, conforme a orientação da tabela; a extração correta do prefixo normalizado usa as posições 2 a 4. O diagnóstico é comparar a extração feita pelo software com as posições documentadas. Não se troca o primeiro algarismo do código real para obter uma faixa conhecida.

Outro cenário sintético: um GTIN-8 foi completado com zeros, mas o programa usa as posições 2 a 4. Isso analisa os zeros de preenchimento em vez do prefixo nas posições 7 a 9. O exemplo mostra por que o tamanho e a regra de localização precisam caminhar juntos.

Prefixo válido informa o país de fabricação?

A tabela descreve o prefixo como identificação da entidade GS1 que concedeu a faixa. Ela também registra faixas que não identificam um país, como uso restrito, periódicos e livros. Esse dado não substitui a origem fiscal da mercadoria, a identificação do fabricante ou o país efetivo da operação. A análise de prefixo não escolhe NCM, origem do ICMS ou enquadramento do produto. Orientações da tabela oficial

Como separar a 882 de outras rejeições de GTIN?

Confira o item e o campo: I03-10/611 trata do dígito de cEAN; I03-20/882 trata do prefixo de cEAN; I03-30/883 trata do campo sem informação. O prefixo da unidade tributável está na I12-20/884, em cEANTrib. A existência do GTIN no CCG tem condição e cronograma próprios, distintos da comparação de prefixos. A ampliação do Grupo V prevista na versão 1.50 para 2027 não torna qualquer prefixo aceitável até lá. NT 2021.003, páginas 3 e 10–12

Como corrigir sem substituir o produto?

Compare o GTIN da apresentação real com cadastro e XML da mesma tentativa. Se a sequência está errada, corrija a origem com a identificação confirmada; se a sequência está certa, compare a versão da tabela e a extração aplicada pelo emissor. Preserve todos os algarismos e não troque o produto por SEM GTIN para contornar a mensagem. O GTIN original protegido é necessário para confirmar a causa, por isso os exemplos não fabricam identificadores ou XML operacional. Regenere pelo emissor e confirme o estado de tentativas incertas antes de qualquer novo envio.