Rejeição 884: prefixo GS1 inválido no cEANTrib
Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.
A Rejeição 884, regra I12-20, aponta prefixo GS1 inválido no cEANTrib, o GTIN da unidade tributável. A verificação documentada para modelos 55 e 65 usa a Tabela Prefixo GS1 publicada no Portal Nacional, quando cEANTrib contém GTIN específico, diferente de SEM GTIN ou nulo. Não basta testar o último algarismo: prefixo e dígito de controle são verificações independentes.
O prefixo nem sempre são os três primeiros caracteres recebidos
A planilha oficial orienta normalizar o código para 14 posições numéricas, completando à esquerda com zeros não significativos para essa análise. Se as primeiras seis posições forem zeros, trate o caso como GTIN-8 e leia o prefixo nas posições 7 a 9 do código normalizado. Se não forem, leia as posições 2 a 4.
No GTIN-14, a primeira posição identifica agrupamento; não deve ser confundida com o início do prefixo GS1. Essa normalização é procedimento de identificação do prefixo, não uma ordem para alterar indiscriminadamente o comprimento do código original enviado. Preserve a identificação verdadeira e a apresentação do produto.
O que a tabela confirma e o que ela não confirma
A aba de faixas possui prefixo inicial e final. Verifique se o prefixo extraído pertence a uma faixa válida. A planilha lista, por exemplo, 789–790 para GS1 Brasil e 560 para GS1 Portugal; esses exemplos são faixas, não códigos de produtos para usar na nota. Há também faixas especiais, que não identificam país.
O prefixo identifica a entidade GS1 que concedeu a faixa. Não determina sozinho a origem de fabricação da mercadoria e não escolhe tributação, NCM ou enquadramento de importação. A coluna de prefixo especial é indicada pela própria planilha como ilustrativa. Além disso, estar em faixa válida não prova que o GTIN foi atribuído ao produto nem que existe no CCG.
Exemplo de diagnóstico de integração
Considere um GTIN-14 verdadeiro de embalagem agrupadora. Um validador local toma as posições 1 a 3 como prefixo e mistura o indicador de agrupamento com a faixa GS1. O roteiro correto compara a extração local à orientação das posições 2 a 4 no código normalizado. Outro cenário é um GTIN-8: completar com zeros e depois ler as posições 2 a 4 produziria um prefixo indevido; a planilha manda usar 7 a 9 quando as seis primeiras posições são zeros.
Esses exemplos trabalham posição, comprimento e faixa documentada, sem inventar GTIN completo que pudesse parecer atribuído a produto real. A comprovação requer a string original protegida e o resultado intermediário da extração. Por isso esta página usa comparação textual de posições e faixas, sem XML operacional: montar um fragmento com código completo exigiria inventar GTIN que parecesse atribuído a produto real, sem acrescentar informação à conferência.
Conferência antes de corrigir
Preserve XML e retorno, confirme o item e leia cEANTrib como texto. Compare ao cadastro e à identificação da unidade correta. Reproduza a normalização, registre o prefixo extraído e consulte a faixa da tabela oficial usada pelo validador. Se o código transmitido difere da fonte confirmada, corrija sua origem. Se o código coincide, mas a extração está errada, ajuste a validação do emissor.
A 612 trata dígito inválido e a 894 trata inexistência no CCG sob condições próprias. Não substitua o prefixo de um GTIN, não gere outro identificador e não use SEM GTIN para escapar da 884. Se a tabela ou sua aplicação pelo autorizador divergir, encaminhe ambiente, data, regra e comparação protegida ao suporte competente.
Fontes oficiais
- NT 2021.003 — Validação de GTIN — 1.50: p.11, I12-20.
- Tabela Prefixo GS1 — Portal Nacional — tabela disponível em 15/10/2026: aba Valida GTIN, linhas 8–17 e 30–33: normalização e posições; aba Prefixo GS1, A1:D128: faixas.
- Leiaute da NF-e e protocolo — PL_010f_v1.04 / leiauteNFe_v4.00.xsd: cEANTrib, linha 1063.