Rejeição 927: número do item fora da ordem sequencial
Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.
A rejeição 927, regra H02-10, indica que os números dos itens no XML não seguem uma sequência incremental, consecutiva, começando em 1. A validação alcança NF-e e NFC-e; a observação oficial permite adoção a critério da UF. O número examinado é o atributo nItem de cada grupo det, não o código de cadastro do produto. NT 2019.001, versão 1.70, página 16
Onde ler a sequência real?
Percorra os grupos NFe/infNFe/det na ordem em que aparecem no XML enviado e anote seu atributo nItem. Uma nota com três itens deve apresentar 1, 2 e 3 nessa ordem. prod/cProd identifica o produto no sistema do emitente; o identificador da linha no pedido também pode ter outra numeração. Nenhum desses valores substitui a sequência fiscal de det/@nItem. MOC, grupo H e H02-10
Quais sequências revelam problemas diferentes?
Na sequência sintética 1, 3, 4, falta o número 2. Na sequência 2, 1, 3, a numeração está fora de ordem. Na sequência 1, 2, 2, há repetição. E começar em 0 ou em 2 não atende ao início em 1. São diagnósticos diferentes da mesma condição: a posição esperada no documento precisa coincidir com o número do item. Apenas verificar se os números são únicos deixa passar lacunas e início incorreto.
Por que isso acontece depois de excluir ou ordenar produtos?
Cenário sintético: um pedido possuía quatro linhas numeradas internamente de 1 a 4. A segunda foi excluída, mas o gerador usa os identificadores persistidos como nItem e produz 1, 3, 4. Os identificadores do pedido podem continuar preservados para rastreabilidade; o XML fiscal precisa receber a sequência dos itens que realmente compõem aquela nota.
Outro cenário sintético: a interface ordena os produtos por descrição após a numeração, mas o serializador conserva os atributos anteriores. O arquivo passa a exibir 2, 1, 3. Reproduza a geração com a mesma coleção e confira em que etapa ocorre a ordenação. Renumerar somente a tela não prova que o XML foi corrigido.
O que revisar na integração?
Separe a chave interna da linha, o código do produto e a posição fiscal. Atribua a sequência do XML à lista final de itens efetivamente gerados, mantendo o vínculo com a origem para que impostos, descontos e referências continuem associados ao produto correto. Não remova mercadorias, junte itens distintos ou mude valores para conseguir uma sequência válida. Se há dados vinculados ao número do item em outros registros, confira o mapeamento depois da geração; uma correção de ordem não pode deslocar tributos para outro produto.
Como verificar o fechamento?
Compare o arquivo regenerado, conte os grupos det e confirme que o último número coincide com a quantidade de itens, com todos os intermediários presentes e ordenados desde 1. O MOC exibe a coluna de aplicação como obrigatória, mas a observação da própria H02-10 diz que a validação é opcional a critério da UF; a NT 2019.001 preserva essa ressalva. Não conclua que a regra está desativada apenas porque outro autorizador aceitou uma sequência defeituosa. NT 2019.001
A análise operacional precisa do XML original completo para preservar o vínculo entre linhas. Por isso, os exemplos mostram sequências e efeitos sem fabricar uma nota assinada. Não edite documento já autorizado; diante de resultado incerto, confirme o estado da tentativa antes de reenvio.