Rejeição 970: código do país do local de entrega inexistente
Revisão editorial em 15 de out. de 2026. Confira as versões e condições das regras nas fontes do artigo.
A Rejeição 970 na G11-10 indica código de país inexistente em entrega/cPais, quando esse campo é informado na NF-e modelo 55. A validação obrigatória utiliza a tabela de países do BACEN indicada pelas fontes oficiais da NF-e.
Onde está o país examinado pela G11-10?
O caminho é /NFe/infNFe/entrega/cPais. O grupo representa o local de entrega; não é dest/enderDest/cPais, retirada/cPais, código de município ou sigla da UF. A NT 2018.005 v1.52 conserva na descrição uma menção a retirada, mas a tag expressa e o grupo G identificam entrega.
O código 970 é compartilhado com F11-10, que verifica retirada/cPais. Confirme o caminho no XML antes de corrigir o cadastro de outro participante. O nome do país em xPais não substitui o código cPais.
Fontes: MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, NT 2018.005 — Locais de retirada e entrega, Leiaute da NF-e e protocolo
Qual tabela deve orientar o preenchimento?
A regra manda verificar a tabela de países do BACEN publicada como apoio no Portal Nacional da NF-e. Códigos internos do ERP, siglas ISO de duas letras, códigos telefônicos e códigos municipais não são intercambiáveis com essa tabela.
A observação oficial permite zeros não significativos no código do país. Por isso, a aparência com mais uma posição inicial não demonstra, sozinha, inexistência. Confira o valor e sua correspondência na tabela aplicável, preservando o país real e os limites do leiaute; não altere zeros por tentativa.
Fontes: NT 2018.005 — Locais de retirada e entrega, MOC — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação
Exemplos de mapeamento errado
Cenário sintético A: o cadastro guarda uma sigla de país e o exportador a escreve diretamente em cPais. Uma sigla textual pode falhar no XSD antes da verificação 970; formato estrutural inválido e código numérico inexistente são diagnósticos diferentes. A origem usa um sistema de códigos diferente e precisa ser mapeada para a identificação documentada. Cenário B: o campo recebe o código de município porque dois campos tinham rótulos parecidos; país e município exigem origens diferentes.
Cenário C: o valor enviado coincide com o cadastro, mas esse cadastro contém um código interno sem correspondência na tabela do BACEN. Não basta trocar o nome do país em xPais; a causa está no código gerado e na origem confirmada.
Fontes: NT 2018.005 — Locais de retirada e entrega, Leiaute da NF-e e protocolo
Como corrigir e tratar as regras do grupo entrega
Confirme o país real do local de entrega, encontre sua correspondência na tabela oficial e corrija o mapeamento ou cadastro comprovadamente divergente. O artigo não fornece um código presumido para um local desconhecido nem recomenda trocar país para obter autorização.
A NT 2026.002 v1.11 apresenta a G01-10 para NFC-e/NF-e com DANFE Simplificado Tipo 2, mas traz a observação expressa Implementação futura. Não declare essa proibição implantada apenas pela tabela. Os controles cadastrais futuros da NT 2026.007 também não substituem a G11-10. Regenere pelo emissor, preserve notas autorizadas e esclareça tentativas incertas antes de retransmitir.
Fontes: NT 2018.005 — Locais de retirada e entrega, NT 2026.002 — DANFE Tipo 2 e autorização com alertas, NT 2026.007 — Emissão por contribuinte exclusivo do IBS/CBS, Manual de Orientação ao Contribuinte - MOC - versão 7.0 - NF-e e NFC-e
O que os exemplos demonstram e o que depende do original?
Os cenários com sigla ou código interno demonstram erros de representação, sem atribuir um país real a uma operação desconhecida. A confirmação exige o endereço original de entrega, a tabela oficial aplicável e o XML efetivamente enviado: nome cadastrado, código exportado e caminho entrega/cPais devem corresponder. Um fragmento XML sintético com país e endereço inventados não provaria qual mapeamento está errado.
Fontes: NT 2018.005 — Locais de retirada e entrega, Leiaute da NF-e e protocolo