Peso líquido dos volumes na NF-e: como conferir pesoL em kg
<pesoL>transp › vol › pesoLRevisão editorial em 26 de set. de 2026. As versões e condições das regras estão indicadas ao longo do artigo.
pesoL informa o peso líquido, em quilogramas, dos volumes descritos no grupo vol. Seu caminho é /nfeProc/NFe/infNFe/transp/vol/pesoL. O dado deve conservar a abrangência da medição que representa esse conjunto. Não se deve preencher automaticamente com a quantidade comercial dos produtos ou repetir em cada grupo o peso líquido da nota inteira.
O MOC 7.0, campo X31 documenta peso líquido em kg, ocorrência de zero a um e tamanho 12v3. O PL_010c efetivamente lido define TDec_1203. A estrutura estabelece onde o número fica e como ele é escrito; não identifica quais pesagens, embalagens ou conversões existem na operação do leitor.
O que confirmar sobre líquido e embalagem
Peso líquido distingue a parcela referente à mercadoria do peso bruto conforme a apuração aplicável ao conjunto. Antes de copiar a informação, confirme o que a medição incluiu e quais embalagens foram consideradas. Não é seguro interpretar “líquido” como uma ordem universal para subtrair todo material de apresentação, acessório ou acondicionamento encontrado no transporte.
A orientação da Receita Federal sobre pesos aduaneiros mostra por que esse contexto importa: nesse âmbito, a mercadoria pode incluir embalagem de apresentação comercial e acessórios, enquanto o líquido a distingue da embalagem para transporte. A página também diferencia unidade de carga e embalagem. Sua orientação é aduaneira; ela não cria para a NF-e uma regra automática de retirada de todo palete ou de toda embalagem, nem altera a precisão do campo XML.
Quando os registros usarem critérios diferentes, esclareça-os antes de combinar valores. Um líquido calculado para os produtos vendidos e um bruto medido para outra carga não permitem concluir a tara do conjunto informado. Este artigo explica a representação técnica de pesos confirmados, sem escolher critérios fiscais ou aduaneiros para uma operação ambígua.
De onde obter o peso líquido
Consulte o registro de pesagem ou apuração da expedição que corresponda aos volumes. Confira a unidade, a quantidade abrangida e o tratamento de embalagem utilizado na origem. Se houver bruto e tara conhecidos para exatamente o mesmo conjunto e critério, uma subtração pode explicar o líquido registrado. Essa relação aritmética não permite estimar uma tara ausente.
Uma nota pode vender seis unidades, seis caixas ou seis quilogramas. Só a coincidência do número seis não vincula a quantidade comercial ao peso líquido. Para obter massa a partir de quantidade e peso unitário, a origem precisa comprovar unidades, correspondência e valores. Não trate um peso cadastral médio, um peso de frete ou um peso bruto como líquido confirmado por padrão.
Se a medição estiver em gramas, 90.000 g correspondem a 90 kg; se estiver em toneladas, 0,090 t corresponde aos mesmos 90 kg. A conversão conserva uma medida conhecida. Ela não justifica registrar 90 por ter havido 90 unidades comerciais nem transformar um peso desconhecido em zero.
Exemplo de líquido e bruto do mesmo conjunto
Na hipótese fictícia, seis sacos têm peso líquido conjunto de 90 kg e peso bruto conjunto de 94,5 kg. A expedição confirmou que as duas medições representam os mesmos seis sacos:
<vol xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/nfe">
<qVol>6</qVol>
<esp>SACOS</esp>
<pesoL>90.000</pesoL>
<pesoB>94.500</pesoB>
</vol>
Os valores são sintéticos e o fragmento omite o restante da NF-e, sem uso para transmissão. O líquido de 90 kg já se refere aos seis sacos. Multiplicá-lo novamente por seis produziria 540 kg por dupla contagem. A diferença de 4,5 kg entre bruto e líquido é um resultado aritmético da hipótese; não estabelece uma tara padrão por saco nem um percentual aplicável a outras embalagens.
Se outro grupo vol representar caixas distintas com 30 kg líquidos, a soma desses dois conjuntos seria 120 kg líquidos. Essa soma só faz sentido porque os conjuntos não se sobrepõem. Não registre os mesmos sacos separadamente e também dentro de outro conjunto, reaproveitando seus pesos, sem esclarecer a estrutura física.
Como escrever o número corretamente
O tipo TDec_1203 admite zero e inteiros, e exige três casas quando existe parte decimal. Até 12 algarismos são possíveis na parte inteira de um número positivo. O exemplo 90.000 representa 90 kg; 90 também é admitido pelo padrão. Isso não autoriza inserir vírgula decimal, separador de milhares, sinal negativo ou a palavra kg no conteúdo da tag.
| Valor no XML | Significado ou problema |
|---|---|
0.750 |
0,750 kg, equivalentes a 750 g |
90.000 |
90 kg |
1.500 |
1,500 kg; o ponto é decimal, não separador de milhares |
1500.000 |
1.500 kg na escrita corrente em português |
90,000 |
Vírgula incompatível com o padrão |
90.0 |
Uma casa decimal, incompatível com o padrão fracionário de três casas |
A quantidade de casas no formato não mede a precisão real do equipamento. Se a origem trouxer mais casas, esclareça como o dado será tratado, sem inventar tolerância, truncamento ou arredondamento fiscal. Este artigo não prescreve um método universal para ajustar medições.
Ausência e diagnóstico de inconsistência
pesoL é opcional no leiaute lido, mas um valor presente deve satisfazer o tipo. <pesoL/> é conteúdo vazio, não ausência nem zero. Zero pode passar no formato, porém não deve significar automaticamente “não pesamos”. Conserve a distinção entre peso conhecido e informação ainda não confirmada, verificando a necessidade do dado na situação concreta.
Se o líquido aparecer maior que o bruto, investigue unidade, troca de rótulos, diferença de conjuntos ou critérios de embalagem. Não inverta os números para produzir uma relação esperada sem conferir a origem. A comparação física e uma eventual rejeição da autorização são questões diferentes; esta página não atribui um código de rejeição automático à divergência.
Para falha estrutural, confira o XPath, ponto decimal, três casas quando fracionário, sinal, vazio e sequência: pesoL vem antes de pesoB e dos lacres, depois de nVol quando informado. Guarde o XML e o retorno real. O MOC e o PL_010c citados, confrontados com documentos posteriores consultados até 26/09/2026, sustentam essa referência; não comprovam pesagem, implantação na UF ou autorização integral.
Consulte peso bruto para a outra medida e volumes transportados para conservar os pesos vinculados aos conjuntos corretos.
Referência técnica para integração
- XPath completo
/nfeProc/NFe/infNFe/transp/vol/pesoL- Namespace
http://www.portalfiscal.inf.br/nfe- Leiaute
- 4.00 · PL_010e_v1.02
- Ocorrências no XSD
- 0–1 no contexto do elemento pai
- Tipo
- TDec_1203 · string
- Preenchimento no catálogo
- Condicional
A ocorrência vale dentro da estrutura XML: um campo obrigatório em um grupo opcional não torna esse grupo obrigatório. A aplicação fiscal depende da operação e da versão da regra.
- pattern
0|0\.[0-9]{3}|[1-9]{1}[0-9]{0,11}(\.[0-9]{3})?- whiteSpace
preserve