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NF-e e NFC-e · Transporte

Marca dos volumes na NF-e: como usar o campo marca

<marca>transp › vol › marca

Revisão editorial em 26 de set. de 2026. As versões e condições das regras estão indicadas ao longo do artigo.

marca informa a marca dos volumes transportados no grupo vol. O caminho é /nfeProc/NFe/infNFe/transp/vol/marca. O foco é o volume descrito naquele grupo, e não automaticamente a marca dos produtos que estão dentro dele. Antes de preencher, confirme qual marca está documentada para os volumes da expedição.

O MOC 7.0, X29 prevê texto de 1 a 60 caracteres, com ocorrência de zero a um por vol. O PL_010c efetivamente consultado mantém essa definição como restrição de TString. A fonte não traz uma lista de marcas permitidas nem exige copiar a marca comercial do cadastro de cada item.

Marca, espécie e numeração respondem a perguntas diferentes

A espécie descreve o tipo de volume, como caixas quando essa é a embalagem real. A marca é a identificação correspondente à marca do volume. A numeração distingue os volumes por seus códigos ou números. Esses campos ficam lado a lado porque podem informar aspectos diferentes do mesmo conjunto.

Uma caixa pode ser descrita como CAIXA, ter uma marca confirmada como EXPEDICAO ALFA e uma identificação CX001. Escrever CAIXA em marca por cópia de esp não acrescenta a informação esperada desse campo. Copiar o código CX001 para marca também não deve ocorrer sem um registro de origem que o caracterize como marca.

Se dez caixas contêm produtos de duas marcas comerciais, isso não significa que se devem concatenar as duas marcas em vol/marca. O dado deve descrever os volumes transportados. A relação de itens e seus atributos comerciais tem outro contexto. Se a expedição atribui marcas diferentes a conjuntos de volumes, conserve essa associação em vez de escolher arbitrariamente a primeira marca de um produto.

De onde obter o valor e quando não o inventar

Consulte as marcas identificadas nos volumes e o registro de embalagem ou expedição usado para documentá-las. Uma marca de volume pode coincidir com uma marca comercial quando a identificação real assim mostrar; a coincidência precisa vir da operação, não de uma regra automática universal.

Não gere uma marca com o nome da transportadora, o destinatário, o emitente ou o fabricante apenas porque esses dados estão disponíveis no cadastro. Nenhum desses nomes se torna a marca dos volumes só por existir na nota. Não crie tampouco um valor como DIVERSAS para evitar esclarecer quais dados realmente correspondem ao conjunto.

O campo é opcional na estrutura lida. Quando não houver uma informação correspondente a representar, não se deve inventar um conteúdo para completar todos os filhos de vol. A necessidade de informar a marca em uma situação concreta deve ser conferida com a documentação e os requisitos aplicáveis; a ocorrência zero do schema não resolve sozinha essa decisão.

Exemplo com marca confirmada para um conjunto

Nesta hipótese fictícia, quatro caixas têm a marca de volumes registrada como EXPEDICAO ALFA e identificação de CX001 a CX004:

<vol xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/nfe">
  <qVol>4</qVol>
  <esp>CAIXAS</esp>
  <marca>EXPEDICAO ALFA</marca>
  <nVol>CX001 A CX004</nVol>
</vol>

O nome é sintético e foi assumido apenas para explicar o campo. A descrição não significa que o leitor deva adotar o nome de sua própria expedição como marca. O trecho omite as demais partes da NF-e e não está pronto para transmissão. qVol=4 é a quantidade do conjunto; nem a marca nem a faixa de numeração calculam essa quantidade automaticamente.

Se dois conjuntos distintos tiverem marcas diferentes, dois grupos vol podem conservar os dados de cada conjunto. Por exemplo, três caixas de marca ALFA e duas de marca BETA devem manter suas quantidades próprias se essa for a organização confirmada. Não atribua o total de cinco a cada grupo, pois isso duplicaria a contagem. O artigo de volumes transportados mostra a organização dos grupos e seus pesos.

Formato do texto e posição no XML

O valor presente deve ter de 1 a 60 caracteres. O tipo TString preserva espaços, mas seu padrão não aceita espaço no início ou no fim. A regra lida não exige letras maiúsculas, não proíbe todos os acentos e não exige um código numérico de marca. É inadequado reutilizar aqui o validador de CNPJ ou um campo inteiro que descarte partes do texto.

O serializador deve tratar caracteres reservados do XML. Para uma marca sintética ALFA & BETA, o conteúdo no arquivo seria <marca>ALFA &amp; BETA</marca>. Depois da leitura XML, o texto continua ALFA & BETA; o escape não muda a marca. Confira o comprimento do valor textual e a grafia documentada, sem cortar a informação silenciosamente para caber no limite.

Dentro de vol, marca aparece depois de esp, se houver, e antes de nVol e dos pesos. Os campos anteriores opcionais podem estar ausentes, mas a sequência relativa dos presentes permanece. Uma marca correta colocada depois de pesoB pode causar falha estrutural por ordem, não por conteúdo comercial.

Como investigar marca errada ou conteúdo inválido

Se a marca apresentada no documento estiver incorreta, compare o XML gerado com a identificação dos volumes e rastreie a origem do mapeamento. Uma integração que busca a primeira marca de item pode produzir um texto formalmente válido e ainda assim descrever outro objeto. Confira também se a mesma marca foi aplicada indiscriminadamente a todos os conjuntos.

Para falha de schema, examine tag vazia, limite de caracteres, espaços nas extremidades, caracteres incompatíveis e posição. <marca/> não representa uma ausência válida, porque o valor presente precisa atingir o mínimo de um caractere. Não resolva o erro com marca fictícia nem atribua uma rejeição específica sem o retorno real e sua regra.

A leitura do MOC e do PL_010c, confrontada com documentos posteriores consultados até 26/09/2026, sustenta essas características do campo. A conformidade de texto não prova correspondência física dos volumes, implantação das regras na UF ou autorização do XML completo.

Referência técnica para integração

XPath completo
/nfeProc/NFe/infNFe/transp/vol/marca
Namespace
http://www.portalfiscal.inf.br/nfe
Leiaute
4.00 · PL_010e_v1.02
Ocorrências no XSD
0–1 no contexto do elemento pai
Tipo
inline:TString · TString
Preenchimento no catálogo
Condicional

A ocorrência vale dentro da estrutura XML: um campo obrigatório em um grupo opcional não torna esse grupo obrigatório. A aplicação fiscal depende da operação e da versão da regra.

maxLength
60
minLength
1
pattern
[!-ÿ]{1}[ -ÿ]{0,}[!-ÿ]{1}|[!-ÿ]{1}
whiteSpace
preserve