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NF-e e NFC-e · Identificação

cUF na NF-e: código IBGE da UF e rejeições 226 e 476

<cUF>ide › cUF

Revisão editorial em 27 de set. de 2026. As versões e condições das regras estão indicadas ao longo do artigo.

cUF identifica a unidade da federação do emitente por um código numérico de dois dígitos. O campo é obrigatório em ide, na NF-e e NFC-e, e participa da chave de acesso. Não recebe a sigla da UF nem a UF do destinatário. MOC, B02, p. 8

Código numérico e sigla têm campos distintos

O cadastro do estabelecimento identifica a UF real; a integração a relaciona ao código oficial. Para Paraná, por exemplo, a sigla é PR e o código IBGE é 41, confirmado na API de localidades do IBGE. IBGE — Paraná

UF Código UF Código UF Código
RO 11 AC 12 AM 13
RR 14 PA 15 AP 16
TO 17 MA 21 PI 22
CE 23 RN 24 PB 25
PE 26 AL 27 SE 28
BA 29 MG 31 ES 32
RJ 33 SP 35 PR 41
SC 42 RS 43 MS 50
MT 51 GO 52 DF 53

A tabela possui códigos determinados; não significa que todo número entre 11 e 53 seja válido. 00, por exemplo, não representa uma UF do emitente. MOC Visão Geral, seção 8.1

A sigla aparece em emit/enderEmit/UF. O código municipal possui sete dígitos em outro campo; suas primeiras posições identificam uma UF, mas não tornam o município um valor aceitável para cUF. idDest também é distinto: informa operação interna, interestadual ou exterior, e não identifica uma UF específica.

Chave de acesso e campos com o mesmo nome

Na composição da chave, cUF ocupa as duas primeiras posições. O valor precisa permanecer coerente com a identificação do documento e a concatenação que gera o atributo infNFe/@Id, composto pelo literal NFe e a chave. MOC Visão Geral, p. 19

Há outros campos chamados cUF em serviços ou documentos referenciados. Em ide/NFref/refNF/cUF, por exemplo, o dado pertence ao documento original referenciado, e não ao emitente atual. Não busque e substitua todas as tags cUF do arquivo como se fossem a mesma informação.

Exemplo de leitura

O trecho é sintético e parcial, sem todos os campos obrigatórios e sem chave completa. Não está pronto para transmissão.

<infNFe xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/nfe">
  <ide>
    <cUF>41</cUF>
  </ide>
  <emit>
    <enderEmit>
      <UF>PR</UF>
    </enderEmit>
  </emit>
</infNFe>

Os valores expressam a mesma UF em representações diferentes: código numérico e sigla. O exemplo assume estabelecimento no Paraná; não orienta trocar a origem verdadeira de uma nota.

O XPath é /nfeProc/NFe/infNFe/ide/cUF, no namespace http://www.portalfiscal.inf.br/nfe. Se a raiz for NFe, o caminho começa nesse elemento.

Exceção futura para contribuinte exclusivo do IBS/CBS

A NT 2026.007 v1.00 acrescenta uma exceção à B02-10: na SVRS, a divergência de UF não é rejeitada por essa regra no modelo 55 sem IE do emitente, no contexto de contribuinte exclusivo do IBS/CBS.

A definição da nota técnica exige condições cumulativas: emit/IE ausente, CNPJ ativo na Receita Federal e nenhuma inscrição estadual habilitada para ICMS na UF do emitente, conforme o CCC. A autorização desse fluxo é centralizada na SVRS; o código cUF continua representando a UF real do emitente. NT 2026.007, definição e B02-10

O cronograma prevê teste em 01/09/2026 e produção em 03/11/2026, futura no corte de 26/09/2026. Não use essa exceção como permissão já implantada em produção e não apague uma IE existente para simular a condição. A mudança não cria exceção documentada para a B02-20 de lote: cada validação conserva seu alcance. Para um retorno concreto, confira modelo, ambiente, data, IE e situação cadastral, além do serviço efetivamente utilizado.

Diagnóstico do autorizador e do lote

A rejeição 226, B02-10, verifica divergência entre o código da UF do emitente e a UF do serviço autorizador. Confira:

  1. empresa e estabelecimento efetivamente emitentes;
  2. cUF serializado e a sigla do endereço;
  3. serviço, UF atendida e ambiente configurados na integração;
  4. prefixo da chave gerada e sua correspondência com o documento.

Uma SEFAZ Virtual pode atender várias UFs. O nome do servidor não é motivo para substituir cUF pela UF onde está hospedado; confirme o atendimento oficial configurado para o emitente.

A rejeição 476, B02-20, compara a UF com a primeira NF-e do lote. A observação do MOC identifica seu propósito na SEFAZ Virtual: evitar lote com notas de UFs diferentes. Examine todos os documentos e a formação do lote; corrigir somente a primeira nota não esclarece uma mistura de origens. MOC, B02-10/20, p. 75

Se a falha for do atributo Id ou do dígito da chave, compare todos os componentes; um cUF válido isoladamente não prova que a chave inteira foi formada corretamente.

Corrija a origem comprovada no cadastro ou roteamento, antes de gerar e assinar o rascunho. Não altere XML assinado, não mude a UF real para alcançar outro autorizador e não reenvie sem confirmar a situação do documento. O campo territorial não define CFOP, regime ou incidência da operação.

Referência técnica para integração

XPath completo
/nfeProc/NFe/infNFe/ide/cUF
Namespace
http://www.portalfiscal.inf.br/nfe
Leiaute
4.00 · PL_010e_v1.02
Ocorrências no XSD
1–1 no contexto do elemento pai
Tipo
TCodUfIBGE · string
Preenchimento no catálogo
Obrigatório

A ocorrência vale dentro da estrutura XML: um campo obrigatório em um grupo opcional não torna esse grupo obrigatório. A aplicação fiscal depende da operação e da versão da regra.

enumeration
11
enumeration
12
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13
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14
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15
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16
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17
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21
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22
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23
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24
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25
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28
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29
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31
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33
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35
enumeration
41
enumeration
42
enumeration
43
enumeration
50
enumeration
51
enumeration
52
enumeration
53
whiteSpace
preserve