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NF-e e NFC-e · Transporte

reboque na NF-e: placa, UF, RNTC e restrições do grupo

<reboque>transp › reboque

Revisão editorial em 26 de set. de 2026. As versões e condições das regras estão indicadas ao longo do artigo.

reboque identifica cada unidade rebocada ou Dolly no grupo de transporte da NF-e. Ele não identifica o veículo trator: esse fica em veicTransp. O caminho é /nfeProc/NFe/infNFe/transp/reboque, podendo haver até cinco ocorrências, cada uma com seus próprios dados.

A contagem corresponde às unidades declaradas no documento, não à quantidade de volumes nem ao número de eixos. As informações vêm da composição de transporte efetiva e da documentação das unidades, sem copiar automaticamente os dados do trator.

Os campos de cada reboque

A estrutura contém placa, UF e, quando informado, RNTC, nessa ordem. A placa identifica a unidade; a UF informa sua identificação estadual, com EX previsto para exterior; RNTC representa o registro de transportador de carga referido pelo leiaute. Não são três formas de escrever a placa. MOC, X22–X25, p.61.

A placa é obrigatória dentro de cada ocorrência. Há uma diferença entre documentos que deve ser preservada: o MOC apresenta UF com ocorrência 1–1, enquanto o tipo TVeiculo do pacote PL_010c permite sua ausência no XSD. Essa flexibilidade estrutural não demonstra dispensa da informação no preenchimento documentado pelo manual. Confira a UF real; não a invente nem use a aprovação de schema como prova de conformidade.

RNTC é opcional na estrutura e aceita texto de 1 a 20 caracteres. A sigla usada pela ANTT é RNTRC, mas o nome da tag continua RNTC. A capacidade do campo não estabelece que todo registro tenha vinte caracteres nem substitui consulta ao cadastro.

Duas unidades rebocadas no XML

Fragmento parcial e sintético, não pronto para transmissão. A hipótese é uma NF-e em contexto que admite o trecho rodoviário e usa duas unidades rebocadas:

<transp xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/nfe">
  <modFrete>0</modFrete>
  <veicTransp>
    <placa>ABC1D23</placa>
    <UF>PR</UF>
  </veicTransp>
  <reboque>
    <placa>DEF4G56</placa>
    <UF>PR</UF>
  </reboque>
  <reboque>
    <placa>HIJ7K89</placa>
    <UF>SC</UF>
  </reboque>
</transp>

A placa do trator permanece em veicTransp; cada unidade rebocada tem uma ocorrência própria. As UFs não precisam ser iguais apenas porque os veículos viajam juntos. O exemplo omite registro quando ele não foi usado na demonstração, sem provar que possa ser dispensado em toda operação.

Não concatene duas placas dentro de um único reboque/placa. Também não coloque vagao ou balsa junto dessa alternativa rodoviária: no schema, o trecho de veículo/reboques participa de uma escolha entre meios de transporte.

Quando a estrutura permitida é proibida por regra

A regra X22-10 traz rejeição 757 para NFC-e com reboque. A NT 2026.002 v1.10a, p.19 inclui NF-e modelo 55 com DANFE Simplificado Tipo 2 (tpImp=6). O cronograma desse conjunto registra 01/07/2026 em teste e 03/08/2026 em produção; essas são datas documentadas, não verificação da implantação de cada autorizador.

Além disso, X02-20 trata a NF-e em operação interestadual (idDest=2) e impede veicTransp e reboque, com rejeição 868. A UF pode estender a verificação às operações internas entre municípios diferentes. O MOC ressalva emissão de NFA-e. MOC, p.124.

A existência física de um reboque não autoriza preencher esse bloco em todo modelo ou operação. Não mudar idDest, tpImp ou modelo para contornar a regra: confirme o contexto e a representação fiscal apropriada com os documentos da operação.

Diagnóstico por evidência

Uma falha de schema pode vir de sexta ocorrência, placa fora do padrão, filho fora de ordem ou alternativa concorrente. A ausência de UF não deve ser analisada apenas pelo mínimo do XSD, por causa da distinção documental já explicada.

Para 757, examine modelo e tpImp. Para 868, examine idDest, municípios e aplicabilidade da exceção documentada. Um erro de placa não explica por si só essas mensagens: elas verificam presença do grupo em determinado contexto.

Compare a composição cadastrada com o XML realmente enviado; sistemas podem gerar reboque residual de uma operação anterior. Corrija apenas a origem comprovadamente incorreta e gere o documento pelo fluxo regular. Não edite XML assinado. Veja o veículo trator para conferir a outra parte da composição.

Referência técnica para integração

XPath completo
/nfeProc/NFe/infNFe/transp/reboque
Namespace
http://www.portalfiscal.inf.br/nfe
Leiaute
4.00 · PL_010e_v1.02
Ocorrências no XSD
0–5 no contexto do elemento pai
Tipo
TVeiculo
Preenchimento no catálogo
Condicional

A ocorrência vale dentro da estrutura XML: um campo obrigatório em um grupo opcional não torna esse grupo obrigatório. A aplicação fiscal depende da operação e da versão da regra.