xLgr do destinatário na NF-e: logradouro, endereço e formato XML
<xLgr>dest › enderDest › xLgrRevisão editorial em 27 de set. de 2026. As versões e condições das regras estão indicadas ao longo do artigo.
dest/enderDest/xLgr descreve o logradouro do endereço do destinatário. É um campo textual de 2 a 60 caracteres, com uma ocorrência obrigatória dentro de enderDest. Ele identifica um componente do endereço, e não a linha inteira com número, unidade, bairro, cidade e CEP.
O XPath é /nfeProc/NFe/infNFe/dest/enderDest/xLgr, no namespace http://www.portalfiscal.inf.br/nfe. MOC 7.0, E06, p. 14.
Logradouro e endereço completo
Rua e avenida são exemplos comuns de identificação de logradouro, mas o campo não é limitado a uma tag chamada “rua”. A representação depende do endereço verdadeiro e pode envolver outra identificação de via ou localização cadastral. A estrutura textual, por si só, não comprova que uma expressão descreva corretamente o imóvel.
Em endereço rural, rodovia ou localidade com identificação própria, confirme a documentação do endereço e a representação utilizada no cadastro. A presença de um quilômetro ou denominação rural não autoriza inventar uma rua urbana nem separar componentes por suposição. O artigo não determina qual descrição se aplica a um imóvel sem conhecer o endereço.
Os demais componentes têm campos próprios: nro para número ou identificação cadastral correspondente, xCpl para complemento, xBairro para bairro, cMun e xMun para município, UF para unidade federativa e CEP para código postal. Juntar tudo em xLgr não torna esses outros filhos dispensáveis.
Origem cadastral e restrições
O logradouro deve vir do endereço confirmado do destinatário na documentação e no cadastro. Se o sistema recebe dados de outra aplicação, confira qual endereço foi exportado e como foi separado em componentes. Um endereço correto numa planilha pode resultar em XML errado se o importador mapeia a coluna inteira para xLgr.
O campo admite texto compatível com o tipo TString, incluindo letras acentuadas, com limite de 2 a 60 caracteres. Preserve a codificação UTF-8 e os espaços entre palavras; não envie texto vazio ou espaços nas extremidades. O nome da tag tem capitalização exata: xLgr.
Não é necessário converter o nome inteiro em letras sem acento para que o XML seja bem formado. Uma biblioteca de serialização deve representar o conteúdo sem perda e tratar caracteres que exigem escape. A codificação do arquivo e a informação cadastral são problemas distintos. MOC 7.0 — Visão Geral, pp.49–51.
Se o nome ultrapassar o limite, confira uma representação cadastral adequada com a fonte responsável. O leiaute não estabelece uma abreviação universal nem autoriza cortar os últimos caracteres de qualquer logradouro. A abreviação precisa preservar sua identificação real; desconhecimento do endereço não deve virar Não informado, rua inventada ou nome de outra pessoa.
O caminho identifica o endereço
O contexto dest/enderDest liga o logradouro ao destinatário. emit/enderEmit/xLgr corresponde ao emitente; entrega/xLgr ao local de entrega; retirada/xLgr ao local de retirada. A igualdade do nome da tag não demonstra igualdade dos endereços.
Se a mercadoria sai de um depósito e chega a outra unidade, podem existir logradouros diferentes nos grupos próprios. A integração deve preservar a finalidade de cada endereço. Não substitua o cadastro do destinatário pelo local de entrega apenas para que os dois campos coincidam.
Na NF-e modelo 55, E05-10 exige o grupo de endereço do destinatário; na NFC-e modelo 65 com entrega a domicílio, E05-20 também o exige. O contexto de outras condições de endereço precisa ser conferido na operação. Independentemente da razão para informar enderDest, xLgr integra sua sequência obrigatória. MOC, E05-10/20, p. 83.
Exemplo parcial e diagnóstico da integração
Este trecho parcial e sintético assume um logradouro demonstrativo com acentuação:
<enderDest xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/nfe">
<xLgr>Avenida de Exemplo São João</xLgr>
<nro>120A</nro>
<xCpl>Sala 3</xCpl>
<xBairro>Bairro de Exemplo</xBairro>
</enderDest>
O nome do logradouro permanece em xLgr, o número em nro, a unidade em xCpl e o bairro em xBairro. O trecho omite município e UF obrigatórios e o restante da nota. Não prova existência desse endereço e não está pronto para transmissão.
Se a mensagem aponta falha de schema, confira presença e posição de xLgr, comprimento do conteúdo, espaços, caracteres e namespace no XML gerado. A ausência do grupo inteiro é outra situação, com regras próprias de endereço; não atribua um código fiscal específico a todo erro de texto sem ler o retorno.
Se o formato passou, mas o endereço está incorreto, compare os componentes da origem com a geração. Verifique seleção do endereço, perda de acentos, truncamento por bytes, número incorporado ao logradouro e cópia do endereço de entrega. O schema não confirma existência da via ou vínculo com o destinatário.
Corrija a origem ou o mapeamento comprovadamente errado no fluxo autorizado. Não edite XML assinado, invente logradouro ou retransmita para testar uma descrição. A via do endereço não determina CFOP, incidência ou classificação tributária da operação.
Campos relacionados
enderDest no contexto do destinatário, nro no contexto do destinatário, xCpl no contexto do destinatário, xBairro no contexto do destinatário.
Referência técnica para integração
- XPath completo
/nfeProc/NFe/infNFe/dest/enderDest/xLgr- Namespace
http://www.portalfiscal.inf.br/nfe- Leiaute
- 4.00 · PL_010e_v1.02
- Ocorrências no XSD
- 1–1 no contexto do elemento pai
- Tipo
- inline:TString · TString
- Preenchimento no catálogo
- Condicional
A ocorrência vale dentro da estrutura XML: um campo obrigatório em um grupo opcional não torna esse grupo obrigatório. A aplicação fiscal depende da operação e da versão da regra.
- maxLength
60- minLength
2- pattern
[!-ÿ]{1}[ -ÿ]{0,}[!-ÿ]{1}|[!-ÿ]{1}- whiteSpace
preserve