UF de avulsa: sigla do Fisco emitente e valores aceitos
<UF>avulsa › UFRevisão editorial em 27 de set. de 2026. As versões e condições das regras estão indicadas ao longo do artigo.
avulsa/UF informa a unidade federativa do Fisco responsável pela emissão avulsa. O caminho é /nfeProc/NFe/infNFe/avulsa/UF. É o campo D07, obrigatório e único dentro de avulsa, com sigla de duas posições. Sua função é administrativa: identificar a UF do Fisco, junto do órgão e da repartição. MOC 7.0, D01–D07, p. 13.
Quais siglas o campo aceita?
O XSD usa TUfEmi, com os seguintes valores: AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP e TO. A grafia precisa corresponder à enumeração; nome por extenso, código numérico e letras minúsculas não são esses valores. EX não pertence ao tipo utilizado neste campo. Schemas oficiais 010d v1.03, avulsa/UF e TUfEmi.
O Distrito Federal está representado por DF nessa enumeração. Um valor com apenas duas letras não é automaticamente válido: precisa ser uma das siglas enumeradas e representar a UF correta do órgão no documento.
UF do Fisco, UF do emitente e cUF não são a mesma tag
avulsa/UF é do Fisco. emit/enderEmit/UF integra o endereço do remetente na avulsa. dest/enderDest/UF integra o endereço do destinatário. Já ide/cUF é o código numérico da UF no grupo de identificação. Há relações no contexto da nota, mas elas não permitem trocar um campo pelo outro ou extrair a primeira ocorrência de UF como se todos fossem homônimos equivalentes. MOC, B02 p. 8, C12 e D07 p. 13, E12 p. 14.
O MOC prevê a sigla EX para o endereço do destinatário em operações com exterior. Isso não cria uma opção EX para o Fisco emitente: o esquema de avulsa/UF permanece TUfEmi. Uma operação com outro país não muda a UF administrativa do órgão para “exterior”. MOC, E12; schemas oficiais, TUfEmi.
Exemplo com órgão e repartição
O fragmento é parcial e sintético: demonstra a UF e duas denominações fictícias; outros elementos obrigatórios foram omitidos. Não comprova órgão, vínculo ou autorização e não está pronto para transmissão.
<avulsa xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/nfe">
<xOrgao>Órgão Fiscal Exemplo</xOrgao>
<UF>PR</UF>
<repEmi>Repartição Exemplo</repEmi>
</avulsa>
PR é uma sigla estruturalmente admitida, escolhida apenas para ilustrar o campo. Em um arquivo real, a UF precisa ser a fornecida pelo serviço fiscal responsável. O nome do órgão e da repartição ajuda a conferir essa identificação, mas não substitui o campo obrigatório. O XSD coloca UF depois de fone e antes de nDAR, quando esses opcionais existem. Schemas oficiais, sequência de avulsa.
Como diagnosticar UF ausente ou divergente
Se o grupo existe e a tag UF está ausente ou vazia, confira a geração ou a extração feita a partir do XML original. A obrigatoriedade é interna ao grupo; ela não autoriza criar avulsa em uma emissão comum. O grupo está condicionado ao processo de emissão pelo Fisco, conforme as regras D01-10 e D01-20. Essa é a condição descrita no MOC 7.0; a página do grupo avulsa explica a limitação da referência posterior à regra D01-20 no cronograma da NT 2026.002. MOC, p. 83.
Se a sigla existe, compare seu conteúdo com a identificação do órgão e com a origem no serviço responsável. Investigue se o sistema copiou a UF do destinatário, usou um código numérico em lugar da sigla ou normalizou o texto incorretamente. Uma mensagem que cite UF do emitente ou UF autorizadora deve ser analisada no caminho correspondente; não é prova de erro em avulsa/UF só por conter a palavra UF.
Registre o ambiente, o código da mensagem e os campos reais antes de concluir a causa. Corrija o mapeamento ou solicite conferência dos dados administrativos ao serviço emitente, preservando XML assinado e protocolo. O valor desse campo não escolhe CFOP, alíquota, imposto devido ou o tratamento de uma operação interestadual.
Veja órgão do Fisco e repartição fiscal para distinguir os demais dados administrativos.
Referência técnica para integração
- XPath completo
/nfeProc/NFe/infNFe/avulsa/UF- Namespace
http://www.portalfiscal.inf.br/nfe- Leiaute
- 4.00 · PL_010e_v1.02
- Ocorrências no XSD
- 1–1 no contexto do elemento pai
- Tipo
- TUfEmi · string
- Preenchimento no catálogo
- Condicional
A ocorrência vale dentro da estrutura XML: um campo obrigatório em um grupo opcional não torna esse grupo obrigatório. A aplicação fiscal depende da operação e da versão da regra.
- enumeration
AC- enumeration
AL- enumeration
AM- enumeration
AP- enumeration
BA- enumeration
CE- enumeration
DF- enumeration
ES- enumeration
GO- enumeration
MA- enumeration
MG- enumeration
MS- enumeration
MT- enumeration
PA- enumeration
PB- enumeration
PE- enumeration
PI- enumeration
PR- enumeration
RJ- enumeration
RN- enumeration
RO- enumeration
RR- enumeration
RS- enumeration
SC- enumeration
SE- enumeration
SP- enumeration
TO- whiteSpace
preserve