Pular para o conteúdo
Fiscal ProBiblioteca
NF-e e NFC-e · Emitente e emissão avulsa

avulsa no XML da NF-e: dados do Fisco e rejeições 403 e 369

<avulsa>avulsa

Revisão editorial em 27 de set. de 2026. As versões e condições das regras estão indicadas ao longo do artigo.

O grupo avulsa identifica o Fisco responsável pela emissão de uma NF-e avulsa. Seu caminho é /nfeProc/NFe/infNFe/avulsa. Ele reúne órgão, agente fiscal, UF, repartição e, quando informados, dados do Documento de Arrecadação de Receita — DAR. Não é um grupo para transformar uma emissão comum da empresa em nota avulsa. O MOC o descreve como de uso exclusivo do Fisco. MOC 7.0, Grupo D, pp. 13–14.

Quando o grupo é exigido ou rejeitado

O XSD permite zero ou uma ocorrência de avulsa. A regra de negócio depende do processo informado em ide/procEmi:

Processo Significado no MOC Relação com avulsa
1 NF-e avulsa pelo Fisco O grupo é exigido pela regra D01-20
2 NF-e avulsa pelo contribuinte, com seu certificado digital, no site do Fisco O grupo é exigido pela regra D01-20
Valor diferente de 1 e 2 Outros processos de emissão Informar o grupo aciona a regra D01-10

403 — D01-10: grupo avulsa informado com procEmi diferente de 1 e 2. 369 — D01-20: grupo ausente com procEmi igual a 1 ou 2. O MOC apresenta as duas verificações como obrigatórias, abrangendo modelos 55 e 65. Esse alcance da tabela não determina quais modalidades de nota avulsa um serviço estadual disponibiliza. MOC, B26 p. 11 e D01-10/D01-20 p. 83.

As condições e os códigos acima são os descritos no MOC 7.0. A NT 2026.002 v1.10a inclui D01-20 no cronograma, mas o documento lido não fornece uma tabela atualizada dessa regra que permita reconstruir uma condição diferente ou atribuir nova vigência. Portanto, a lista do cronograma não é usada aqui como prova de alteração; em um caso real, confira também o retorno e a documentação do serviço responsável. NT 2026.002 v1.10a, cronograma p. 3.

O processo de emissão deve descrever o fluxo real. Um aplicativo fornecido pelo Fisco ao contribuinte (procEmi=3 no MOC) não é automaticamente o processo de NF-e avulsa no site do Fisco. Não mude o indicador para 1 ou 2 só para acomodar um grupo inserido indevidamente. O acesso à NFA-e e suas hipóteses de uso seguem as regras e o serviço da UF; por exemplo, Santa Catarina disciplina sua NFA-e nos arts. 9º-A a 9º-C do Anexo 11 do RICMS/SC. MOC, B26; RICMS/SC, Anexo 11.

O que pertence ao Fisco e o que pertence ao remetente

Em uma nota avulsa pelo Fisco, os dados do remetente ficam em emit: CNPJ ou CPF, nome e endereço. Os dados do órgão fiscal ficam em avulsa. Portanto, o CNPJ de avulsa não deve ser copiado para o cadastro do remetente, e o nome do agente não substitui o nome da pessoa em emit/xNome. MOC, C02 p. 12 e Grupo D pp. 13–14.

Dentro de avulsa, a sequência e os papéis são:

Campo Informação Ocorrência dentro do grupo
CNPJ CNPJ do órgão emitente 1–1
xOrgao Nome do órgão 1–1
matr Matrícula do agente do Fisco 1–1
xAgente Nome do agente 1–1
fone Telefone, com DDD 0–1
UF Sigla da UF do Fisco 1–1
nDAR Número do documento de arrecadação 0–1
dEmi Data de emissão do DAR 0–1
vDAR Valor total constante no DAR 0–1
repEmi Repartição fiscal emitente 1–1
dPag Data de pagamento do DAR 0–1

Os textos de órgão, matrícula, agente, número do DAR e repartição têm de 1 a 60 caracteres. O telefone aceita de 6 a 14 algarismos; a UF usa as siglas brasileiras do tipo TUfEmi; as datas usam AAAA-MM-DD; vDAR usa TDec_1302. O CNPJ é um identificador de 14 posições, com domínio alfanumérico no tipo TCnpj do pacote 010d v1.03. MOC, D02–D12; schemas oficiais 010d v1.03, avulsa e tipos básicos.

Exemplo do grupo completo, com dados fictícios

Este grupo é sintético e parcial em relação à NF-e inteira. Nenhum nome, matrícula ou CNPJ abaixo identifica um órgão emissor comprovado. A nota, o processo de emissão, a assinatura e a autorização foram omitidos; o exemplo não está pronto para transmissão.

<avulsa xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/nfe">
  <CNPJ>12345678000195</CNPJ>
  <xOrgao>Órgão Fiscal Exemplo</xOrgao>
  <matr>EX-001</matr>
  <xAgente>Agente Exemplo</xAgente>
  <fone>4130000000</fone>
  <UF>PR</UF>
  <nDAR>DAR-EXEMPLO-0001</nDAR>
  <dEmi>2026-09-20</dEmi>
  <vDAR>100.00</vDAR>
  <repEmi>Repartição Exemplo</repEmi>
  <dPag>2026-09-21</dPag>
</avulsa>

O exemplo distingue emissão do DAR em 20/09 e pagamento em 21/09. 100.00 é um total fictício já constante no DAR, não o resultado de uma alíquota sugerida. O número da guia não é o número da nota. As tags de arrecadação são opcionais na estrutura; removê-las do exemplo não elimina a obrigação dos campos de identificação que permanecerem no grupo. A ordem dos elementos é a sequência do XSD. Schemas oficiais, avulsa.

DAR, emissão da nota e pagamento da venda são informações diferentes

avulsa/dEmi é a emissão do documento de arrecadação; a data e hora da NF-e ficam em ide/dhEmi. avulsa/dPag é o pagamento do DAR; não é uma descrição do pagamento comercial em pag/detPag. vDAR é o total do DAR; não deve ser preenchido copiando o total vNF da nota ou o valor comercial pago. MOC, B09 p. 8, Grupo D pp. 13–14 e Grupo YA p. 62.

Uma data ou um valor presentes no XML não comprovam por si o efetivo recolhimento. E a opcionalidade de um campo no XSD não resolve exigências fiscais de arrecadação da UF. Santa Catarina, por exemplo, trata a comprovação de recolhimento por DARE-SC no art. 9º-I, no contexto de aproveitamento do crédito da NFA-e. Essa disposição não deve ser convertida em conclusão de crédito, imposto devido ou pagamento obrigatório para qualquer leitor; exige análise da UF, operação e documentos reais. RICMS/SC, Anexo 11, art. 9º-I.

Como investigar 403, 369 ou dados divergentes

Na 403, compare o procEmi do XML com o processo realmente utilizado. Investigue se um modelo de XML ou um mapeamento inseriu avulsa em uma emissão comum. Não invente dados do órgão nem altere o indicador para simular o Fisco.

Na 369, confirme o fluxo de emissão avulsa indicado em procEmi e examine por que o grupo correspondente não foi gerado. Os dados administrativos devem vir do órgão e do serviço responsáveis. Não é cabível preencher uma matrícula, um CNPJ ou uma repartição por aproximação.

Em uma divergência de arrecadação, compare a identificação da guia, suas datas e o total com o documento oficial e com a consulta ou comprovação pertinente. Registre código, mensagem, ambiente e XML da situação examinada. A correção de geração é feita na origem ou no fluxo responsável; não edite o XML assinado, não transmita novamente por tentativa e não efetue pagamentos a partir de uma suposição sobre as tags.

As páginas de CNPJ do órgão, emissão do DAR e pagamento do DAR aprofundam as conferências específicas.

Referência técnica para integração

XPath completo
/nfeProc/NFe/infNFe/avulsa
Namespace
http://www.portalfiscal.inf.br/nfe
Leiaute
4.00 · PL_010e_v1.02
Ocorrências no XSD
0–1 no contexto do elemento pai
Tipo
inline:complexType
Preenchimento no catálogo
Condicional

A ocorrência vale dentro da estrutura XML: um campo obrigatório em um grupo opcional não torna esse grupo obrigatório. A aplicação fiscal depende da operação e da versão da regra.