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NF-e e NFC-e · Emitente e emissão avulsa

nDAR de avulsa: número do documento de arrecadação

<nDAR>avulsa › nDAR

Revisão editorial em 27 de set. de 2026. As versões e condições das regras estão indicadas ao longo do artigo.

avulsa/nDAR identifica o Documento de Arrecadação de Receita — DAR — associado à emissão avulsa pelo Fisco. O caminho é /nfeProc/NFe/infNFe/avulsa/nDAR. É o campo D08, opcional e com no máximo uma ocorrência, que aceita texto de 1 a 60 caracteres. Seu conteúdo é o identificador da guia de arrecadação, diferente do número da NF-e. MOC 7.0, D08 p. 13; schemas oficiais 010d v1.03, avulsa/nDAR.

Qual número pertence a nDAR?

Confira o identificador do documento de arrecadação efetivamente vinculado à nota no serviço fiscal responsável. O Grupo D reúne esse número com a data de emissão da guia (dEmi), seu total (vDAR) e, quando informado, a data de pagamento (dPag). A conferência deve relacionar esses dados à mesma guia, sem combinar número de um documento com valor ou datas de outro. MOC, D08–D12 pp. 13–14.

Não copie automaticamente ide/nNF, a chave de acesso da nota, o protocolo de autorização ou um identificador interno de pedido. São objetos diferentes do DAR. Se a guia apresentar número, código de barras e outros identificadores, não presuma que sejam intercambiáveis: confirme qual deles o órgão representa como número do documento de arrecadação naquele serviço. O MOC define a finalidade do campo, mas não estabelece uma regra universal para converter um código de barras de qualquer UF em nDAR.

O destinatário que recebe a nota lê o número informado no XML. Ele não cria uma nova guia nem um identificador para preencher esse grupo. O dado administrativo precisa ser rastreado ao documento e ao serviço do Fisco que realizou a emissão.

Identificador textual: letras, prefixos e zeros

O XSD deriva nDAR de TString, com tamanho de 1 a 60 caracteres. Não o restringe a uma sequência exclusivamente numérica. Prefixos e zeros iniciais podem fazer parte do identificador; o tipo textual não autoriza inventá-los nem eliminá-los. A matrícula do agente (matr) também é textual, mas não identifica a guia. Schemas oficiais, avulsa/nDAR e TString.

TString restringe os caracteres ao conjunto de seu padrão e não admite espaços no começo ou no fim, nem conteúdo apenas de espaços. Isso não significa que qualquer sequência aceita pelo XSD seja um DAR real. O padrão verifica representação; a identificação efetiva exige confronto com a guia oficial.

Por exemplo, transformar um número fictício 000123 no inteiro 123 elimina informação. Antes de normalizar um identificador, confirme a convenção documentada do órgão. Não remova letras ou pontuação por aplicar a rotina usada para CNPJ ou telefone: esses campos possuem tipos e objetos diferentes.

Exemplo: uma guia, três dados relacionados

O fragmento é parcial e sintético. A guia DAR-EXEMPLO-0001, sua emissão e seu total são fictícios. Os dados administrativos obrigatórios do grupo foram omitidos; não está pronto para transmissão.

<avulsa xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/nfe">
  <nDAR>DAR-EXEMPLO-0001</nDAR>
  <dEmi>2026-09-20</dEmi>
  <vDAR>100.00</vDAR>
</avulsa>

nDAR identifica a guia, dEmi registra sua emissão e vDAR representa o total fictício nela constante. Não há cálculo de imposto nesse exemplo. A ausência de dPag no fragmento não comprova que a guia esteja sem pagamento. Na sequência do grupo, nDAR vem depois de UF e antes de dEmi. Schemas oficiais, sequência de avulsa.

Tag ausente, vazia ou número divergente

Como o campo é opcional, a ausência de nDAR significa que o XML não fornece esse identificador no caminho indicado. Não prova inexistência de guia, de tributo ou de obrigação de recolhimento. Uma tag presente e vazia também não satisfaz o mínimo de um caractere. Schemas oficiais, restrição de avulsa/nDAR.

Há requisitos fiscais que dependem de documento e comprovação própria. Em Santa Catarina, o art. 9º-I do Anexo 11 do RICMS relaciona o crédito da NFA-e à comprovação do recolhimento mediante DARE-SC. Esse exemplo estadual não torna todo DAR uma condição universal de emissão ou crédito; demonstra que a opcionalidade da tag não resolve uma questão fiscal documental. RICMS/SC, Anexo 11, art. 9º-I.

Para investigar divergência, localize avulsa/nDAR no XML original, compare-o com a guia vinculada e confira se uma substituição de guia alterou essa associação. Examine conversão de tipo, perda de zeros, troca por nNF e uso do código de barras sem comprovação do mapeamento. Se o documento administrativo não estiver disponível, confirme a informação com o serviço fiscal responsável.

Preserve o XML assinado e a documentação utilizada na conferência. Não fabrique um número para completar a estrutura, não edite uma nota existente e não recomende novo recolhimento apenas porque o identificador não foi localizado. A análise de tributo ou crédito exige a operação, a UF e a prova pertinente.

As páginas de emissão do DAR e valor total do DAR detalham os dados que devem permanecer associados à mesma guia.

Referência técnica para integração

XPath completo
/nfeProc/NFe/infNFe/avulsa/nDAR
Namespace
http://www.portalfiscal.inf.br/nfe
Leiaute
4.00 · PL_010e_v1.02
Ocorrências no XSD
0–1 no contexto do elemento pai
Tipo
inline:TString · TString
Preenchimento no catálogo
Opcional

A ocorrência vale dentro da estrutura XML: um campo obrigatório em um grupo opcional não torna esse grupo obrigatório. A aplicação fiscal depende da operação e da versão da regra.

maxLength
60
minLength
1
pattern
[!-ÿ]{1}[ -ÿ]{0,}[!-ÿ]{1}|[!-ÿ]{1}
whiteSpace
preserve